COMER EMOCIONAL

Toda pessoa sabe que suas emoções interferem no seu apetite. Algumas pessoas ao se angustiarem perdem o apetite outras aumentam o apetite. Em geral, quando alguém diz que comeu demais devido a ansiedade (ou medo, tristeza, raiva) esse "a mais" é o comer emocional.

 Popularmente é comum quem não passa pela fome emocional afirmar que é só identificar o sentimento e não come-lo. Bem, não é bem assim. Identificar o sentimento é a primeira parte. O mais difícil é encontrar outras formas de lidar com os conflitos que geram a fome emocional.

 Acusar aquele que sofre de fome emocional em nada ajuda, a não ser aumentar o sentimento e culpa por não conseguir controlar suas emoções e descontar na comida. E nesse instante que a terapia ajuda.

Uma vez identificadas as emoções que causam a compulsão alimentar (comer emocional), buscar estratégias singulares de enfrentamento é um processo que ocorre durante a terapia. Esse processo não é rápido como os livros de auto-ajuda e as dietas da moda nos fazem crer.

A ideia de solução a jato só fazem vender mais livros e aumentar o sentimento de culpa de quem fracassa. O processo de reeducação alimentar tanto precisar de um nutricionista quando de mudanças nas relações afetivas com a comida.

 A psicoterapia ajuda a adequar afetivamente o papel da comida na nossa vida como a enfrentar problemas que podem desencadear um comer transtornado. A comida não é nosso inimigo. E comparar brigadeiro com maçã é injusto. Ambas podem ser deliciosas mas as memórias afetivas de cada alimento está relacionada a situações diferentes em nossa memória.

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