Fases do Luto : Negação e isolamento
O primeiro estágio ocorrer tão logo a pessoa recebe a notícia, e a forma como
esta é dada influência significantemente como a pessoa reagirá. Nela a
negação e o torpor ocorrem.
Ao tomar conhecimento da fase terminal de sua doença, a maioria dos mais de
duzentos pacientes moribundos que entrevistamos reagiu com esta frase: “não, eu não,
não pode ser verdade.” Esta negação inicial era palpável tanto nos pacientes que
recebiam diretamente a notícia no começo de suas doenças quanto naqueles a quem
não havia sido dito a verdade, e ainda naqueles que vinham a saber mais tarde por
conta própria. (KUBLER-ROSSubler-Ross, 2008. p. 43)
A negação inicia-se quando a pessoa recebe a notícia do diagnóstico e
funciona como uma defesa temporária (Santos SANTOS e
SEBASTIANIebastiani in CAMONamon (org), 2003).
Em geral, a primeira reação de uma pessoa diante de uma doença grave é de
choque seguido de descrença, manifestadas nas frases do tipo “isto não pode
estar acontecendo comigo!”. Para a maioria das pessoas a doença é um
evento inesperado e desconcertante. Eventos como este, põem a possibilidade
de morte em evidência, mas de acordo com Freud, o inconsciente é incapaz de
representar a própria morte. Por esse motivo, para a maioria a única
possibilidade imediata frente aà doença é a negação, é o que é possível
naquele momento para o paciente. É necessário respeitar esse momento do
doente, que em primeiro momento o mecanismo de defesa de negação é a
primeira forma de confrontar-se com a doença, para em seguida assumir outra
posição frente ao adoecer (SIMONETTIimonetti, 2004).
É possível identificar no paciente a atitude de negação parcial, no qual sabe a
sobre a doença e o diagnóstico, porém não se relaciona com ele, toma atitudes
que fazem parecer falar outra pessoa enferma (SANTOS e SEBASTIANI in
CAMON Santos e Sebastiani in Camon (org), 2003).
São formas em que a negação pode assumir: a forma de projeção, enxergando
a doença no outro; a pessoa pode agir como se a doença não existisse, ou
mesmo, desenvolver um pensamento onipotente infantilizado e do tipo mágico
do tipo “tudo dará certo no final”. Excesso de sono é um indicativo de negação,
porém em casos graves pode ser provocado por sedação (SIMONETTIimonetti,
2004). A pessoa também pode agir com uma falsa emoção de entusiasmo, que
ao contrário de animar as pessoas próximas, pode provocar irritação
(KERTÉSZertész, 1977 apud SIMONETTIimonetti, 2004). Também pode ficar
facilmente irritada e angustiada. “Na negação, o medo da doença encontra-se
reprimido, e o que surge é uma angústia vaga, indefinida e flutuante”
(SIMONETTIimonetti, 2004, p. 41).
De acordo do Simonetti (2004) (2004), a negação independe de classe social
ou inteligência; não ocorre por falta de informação sobre a doença, mas por
uma impossibilidade psicológica de um dado momento. O autor cita a
racionalização como um mecanismo de negação de maneira culta e elaborada.
A negação também pode mostrar-se através de palavras proibidas e evitadas,
como câncer. Neste caso, “algumas palavras em medicina tornam-se tão
carregadas de significados negativos que são elas mesmas alvo de negação,
não a doença” (SIMONETTIimonetti, 2004, p. 41).
A solidão pode ser uma conseqüência de uma doença com muita visibilidade,
que provoca afastamento das pessoas à volta do doente e, por conseqüência,
isolamento social. A solidão também pode ser provocada, quando o paciente
esconde sua doença de amigos e familiares para protegê-los ou por vergonha
de uma doença estigmatizante (Simonetti, 2004). “Esse casos, em que a
pessoa reconhece sua doença, mas não conta para os outros, não são uma
negação verdadeira, mas podem roubar do paciente a chance de conversar
sobre sua doença, o que gera solidão e angústia” (SIMONETTIimonetti, 2004,
p. 41).
Nos familiares “o pacto de silêncio” é uma manifestação de uma postura
defensiva, no qual todos sabem sobre a doença, mas ninguém fala sobre
assunto ou manifesta seus sentimentos (SANTOS e SEBASTIANI in
CAMONSantos e Sebastiani in Camon, 2003).
É importante o psicólogo diagnosticar o quanto o paciente sabe sobre sua
condição de saúde. Familiares que escondem a doença do paciente podem
contribuir para o “pacto de silêncio”, não permitindo que o paciente tome
consciência da gravidade. A linguagem médica pode não ser compreendida por
todos pacientes, por não conhecerem os termos técnicos. A ausência de
informação não é o mesmo que a negação.
esta é dada influência significantemente como a pessoa reagirá. Nela a
negação e o torpor ocorrem.
Ao tomar conhecimento da fase terminal de sua doença, a maioria dos mais de
duzentos pacientes moribundos que entrevistamos reagiu com esta frase: “não, eu não,
não pode ser verdade.” Esta negação inicial era palpável tanto nos pacientes que
recebiam diretamente a notícia no começo de suas doenças quanto naqueles a quem
não havia sido dito a verdade, e ainda naqueles que vinham a saber mais tarde por
conta própria. (KUBLER-ROSSubler-Ross, 2008. p. 43)
A negação inicia-se quando a pessoa recebe a notícia do diagnóstico e
funciona como uma defesa temporária (Santos SANTOS e
SEBASTIANIebastiani in CAMONamon (org), 2003).
Em geral, a primeira reação de uma pessoa diante de uma doença grave é de
choque seguido de descrença, manifestadas nas frases do tipo “isto não pode
estar acontecendo comigo!”. Para a maioria das pessoas a doença é um
evento inesperado e desconcertante. Eventos como este, põem a possibilidade
de morte em evidência, mas de acordo com Freud, o inconsciente é incapaz de
representar a própria morte. Por esse motivo, para a maioria a única
possibilidade imediata frente aà doença é a negação, é o que é possível
naquele momento para o paciente. É necessário respeitar esse momento do
doente, que em primeiro momento o mecanismo de defesa de negação é a
primeira forma de confrontar-se com a doença, para em seguida assumir outra
posição frente ao adoecer (SIMONETTIimonetti, 2004).
É possível identificar no paciente a atitude de negação parcial, no qual sabe a
sobre a doença e o diagnóstico, porém não se relaciona com ele, toma atitudes
que fazem parecer falar outra pessoa enferma (SANTOS e SEBASTIANI in
CAMON Santos e Sebastiani in Camon (org), 2003).
São formas em que a negação pode assumir: a forma de projeção, enxergando
a doença no outro; a pessoa pode agir como se a doença não existisse, ou
mesmo, desenvolver um pensamento onipotente infantilizado e do tipo mágico
do tipo “tudo dará certo no final”. Excesso de sono é um indicativo de negação,
porém em casos graves pode ser provocado por sedação (SIMONETTIimonetti,
2004). A pessoa também pode agir com uma falsa emoção de entusiasmo, que
ao contrário de animar as pessoas próximas, pode provocar irritação
(KERTÉSZertész, 1977 apud SIMONETTIimonetti, 2004). Também pode ficar
facilmente irritada e angustiada. “Na negação, o medo da doença encontra-se
reprimido, e o que surge é uma angústia vaga, indefinida e flutuante”
(SIMONETTIimonetti, 2004, p. 41).
De acordo do Simonetti (2004) (2004), a negação independe de classe social
ou inteligência; não ocorre por falta de informação sobre a doença, mas por
uma impossibilidade psicológica de um dado momento. O autor cita a
racionalização como um mecanismo de negação de maneira culta e elaborada.
A negação também pode mostrar-se através de palavras proibidas e evitadas,
como câncer. Neste caso, “algumas palavras em medicina tornam-se tão
carregadas de significados negativos que são elas mesmas alvo de negação,
não a doença” (SIMONETTIimonetti, 2004, p. 41).
A solidão pode ser uma conseqüência de uma doença com muita visibilidade,
que provoca afastamento das pessoas à volta do doente e, por conseqüência,
isolamento social. A solidão também pode ser provocada, quando o paciente
esconde sua doença de amigos e familiares para protegê-los ou por vergonha
de uma doença estigmatizante (Simonetti, 2004). “Esse casos, em que a
pessoa reconhece sua doença, mas não conta para os outros, não são uma
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