Fases do Paciente Terminal
Alfredo Simonetti (2004) propõe ao psicólogo realizar o diagnóstico sob quatro
eixos: o diagnóstico reacional, o diagnóstico médico, o diagnóstico situacional e
o diagnóstico transferencial. O autor explica, sobre o diagnóstico reacional, que
a doença pela importância central que ocupa na vida da pessoa, esta passa a
agir em torno de uma órbita de quatro posições reacionais à doença.
Os quatro eixos principais são: negação, revolta, depressão e enfrentamento. De acordo
com o autor, em geral a pessoa segue essa ordem da órbita da doença, mas
não necessariamente. É possível, o doente encontrar-se em uma posição
intermediária ou mesmo flutuar de posição de um dia para o outro. Sobre as
posições reacionais em torno da doença o autor explica:
Estas posições não são específicas para a doença e constituem-se, isto sim, nas
maneiras que os humanos dispõem para enfrentar crises, receber notícias ruins, lidar
com mudanças, encarar a morte e também de reagir às doenças. Segundo Lacan,
acontecimentos como estes, que desorganizam a vida do sujeito, deveriam mesmo ser
chamados de “encontro com real”, com o que não tem nome e, portanto causa
angústia, com o que posiciona, como um susto, a questão: o que é isto? (Simonetti,
2004, p. 38).
A diretriz de diagnóstico reacional proposta por Simonetti (2004) está baseado
nos estudos de Kübler-Ross. Simonetti explica que o fio que conduz as quatro
posições orbitais sobre a doença é a esperança. O autor concorda com Kübler-
Ross de que a esperança está presente em todos pacientes e é bom que seja
mantida até o final.
Toda situação de adoecimento comporta uma possibilidade de esperança, sempre; e
quando não houver, o paciente haverá de inventá-la, não cabendo ao psicólogo
nenhuma intervenção retificadora em nome de uma presumível realidade. (...) Essa
esperança deve ser mantida, não importa sob qual forma (SIMONETTI, 2004,
p. 125).
A grande crítica atual ao poder médico, no caso das doenças terminais, é
quando os desejos do paciente são negligenciados.negligenciados. De acordo
com Kovács (2002), Aa médica Kübler-Ross foi uma grande revolucionária do
século XX por estudar e dar voz às necessidades dos pacientes.
Para Kübler-Ross (2008), apesar do grande temor de falar sobre a morte com
pacientes graves, a grande questão não era se deveria ou não contar sobre a
gravidade da doença, mas sim como contar. Para esta autora, o importante
neste caso, é transmitir as informações sobre o diagnóstico e procedimentos, e
também, acolher o paciente, permitindo-o ter esperanças. A acolhida
demonstra ao doente que ele não precisa temer o isolamento, abandono ou
rejeição, pois terá o apoio necessário do médico.
Kübler-Ross (2008) descreveu cinco estágios que os pacientes graves e
terminais passam. Apesar das críticas existentes, pois nem todos pacientes
passam por todos estágios nem na ordem descrita, a descrição é uma das
mais importantes existente na literatura sobre o paciente terminal.
Os estágios estão assim separados:
1)Negação e isolamento;
2)Raiva/ Revolta;
3)Barganha;
4)Depressão e
5)Aceitação.
Para a autora, a esperança está presente em todas fases, mesmo no final, nas
poucas pessoas que chegam a aceitar a morte.
eixos: o diagnóstico reacional, o diagnóstico médico, o diagnóstico situacional e
o diagnóstico transferencial. O autor explica, sobre o diagnóstico reacional, que
a doença pela importância central que ocupa na vida da pessoa, esta passa a
agir em torno de uma órbita de quatro posições reacionais à doença.
Os quatro eixos principais são: negação, revolta, depressão e enfrentamento. De acordo
com o autor, em geral a pessoa segue essa ordem da órbita da doença, mas
não necessariamente. É possível, o doente encontrar-se em uma posição
intermediária ou mesmo flutuar de posição de um dia para o outro. Sobre as
posições reacionais em torno da doença o autor explica:
Estas posições não são específicas para a doença e constituem-se, isto sim, nas
maneiras que os humanos dispõem para enfrentar crises, receber notícias ruins, lidar
com mudanças, encarar a morte e também de reagir às doenças. Segundo Lacan,
acontecimentos como estes, que desorganizam a vida do sujeito, deveriam mesmo ser
chamados de “encontro com real”, com o que não tem nome e, portanto causa
angústia, com o que posiciona, como um susto, a questão: o que é isto? (Simonetti,
2004, p. 38).
A diretriz de diagnóstico reacional proposta por Simonetti (2004) está baseado
nos estudos de Kübler-Ross. Simonetti explica que o fio que conduz as quatro
posições orbitais sobre a doença é a esperança. O autor concorda com Kübler-
Ross de que a esperança está presente em todos pacientes e é bom que seja
mantida até o final.
Toda situação de adoecimento comporta uma possibilidade de esperança, sempre; e
quando não houver, o paciente haverá de inventá-la, não cabendo ao psicólogo
nenhuma intervenção retificadora em nome de uma presumível realidade. (...) Essa
esperança deve ser mantida, não importa sob qual forma (SIMONETTI, 2004,
p. 125).
A grande crítica atual ao poder médico, no caso das doenças terminais, é
quando os desejos do paciente são negligenciados.negligenciados. De acordo
com Kovács (2002), Aa médica Kübler-Ross foi uma grande revolucionária do
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Para Kübler-Ross (2008), apesar do grande temor de falar sobre a morte com
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gravidade da doença, mas sim como contar. Para esta autora, o importante
neste caso, é transmitir as informações sobre o diagnóstico e procedimentos, e
também, acolher o paciente, permitindo-o ter esperanças. A acolhida
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