Enfrentamento do Luto
A posição de enfrentamento demonstra que o paciente lida com a doença de
maneira mais realista, superou fantasias de potência e impotência
(SIMONETTIimonetti, 2004). Estes sentimentos coexistem, porém como dito
anteriormente, de forma realista. O enfrentamento parece agir como um
pêndulo, em que a pessoa assimila os sentimentos do luto, das perdas, da
revolta e age variando as posições conforme ajustamento do senso de
realidade.
Simonetti (2004) afirma que o enfrentamento é uma mistura e
alternância entre luto e a luta.
Luta é tudo que uma pessoa faz diante de um limite tentando modificá-lo, e o luto é
tudo aquilo que uma pessoa faz diante de uma perda objetal, tentando suportá-la. Essa
polaridade luta-luto não é específica da doença, sendo uma estratégia humana para
lidar com mudanças (SIMONETTIimonetti, 2004, p.61).
O padrão típico do enfrentamento é basear-se na solução realista. A questão
de cada sujeito é identificar o que é de fato, um dado realista. A solução
depende da compreensão pessoal do doente, do que é possível modificar e o
que não é. Nesse sentido, a percepção do que é possível modificar evidência
uma potência real do enfermo, e o que é impossível modificar trata-se de um
ponto de impotência real (SIMONETTIimonetti, 2004, p.62).
A posição realista comporta uma gama de sutilezas, desde o conhecimentos
das possibilidades da medicina, à qual o paciente recebe informações; à
própria percepção individual dos limites da vida. Isto é, a pessoa possui uma
subjetividade que interpreta o mundo real. Ainda referente ao padrão do
enfrentamento, o mais provável é a capacidade de questionar-se sobre qual é o
melhor momento para agir nos meandros da luta e do luto.
Na posição enfrentamento a pessoa, mesmo estando doente, é potente porque nada
está sendo negado. Quando não nego nada em mim mesmo, nem a existência de
minhas fraquezas, quando posso ser eu mesmo com meus defeitos e qualidades,
quando posso agir a partir de meus sentimentos é, enfim, quando sou mais forte, mais
seguro e potente. Quando uma pessoa não tem nada a esconder de si mesmo, ou dos
outros, sente-se livre e forte (SimonettIMONETTIi, 2004, p.63).
De acordo com Simonetti (2004), o enfrentamento é uma posição ampla,
abrange a aceitação de dados positivos e negativos de sua doença. Também
não a aceita passivamente e prematuramente, como ocorre na posição de
depressão. Então, não mais se questiona sobre causas e prováveis
sentimentos de culpa pela doença ou má sorte. A força da pessoa está
direcionada em o que fazer com sua vida mesmo estando enfermo.
Rowland (1990 apud KOVÁCSovács, 1996) afirma que o enfrentamento
envolve as funções de:
a) lidar com o problema, modificar ou melhorar as condições do mesmo;
b) alterar o significado da experiência a fim de eliminar seu caráter
problemático e
C)regular o desespero emocional que a doença causa.
Temoshok (1992 apud Kovács, 1996) descreve quatro modos de
enfrentamento:
a) Espírito de luta, que consiste em busca de tratamento, participação ativa do
mesmo com questionamentos possibilitando até a recusa do que considera não
conveniente para si;
b) Estoicismo, caracterizado pela resignação e conformismo com a total
aderência ao tratamento;
c)Negação, caracterizado pela fuga do contato com a doença “como se nada
tivesse acontecendo”
d) Desespero e desesperança, no qual a pessoa vive estes sentimentos de
forma profunda levando à desistência.
No caso dos pacientes terminais, o enfrentamento apresenta-se distinto,
aparenta um estado de contemplamento, aceitação e uma tranqüilidade em
relação ao seu fim. (Simonetti, 2004). É um momento de “descatexia dos
objetos amorosos, uma diminuição do interesse pelo mundo exterior”
((SIMONETTI, 2004, p.64).
O processo de enfrentamento mostra fluidez emocional, no qual a pessoa pode
demonstrar vários sentimentos, como: medo, raiva, tristeza, alegria, carinho,
desanimo, etc. A vivência destes sentimentos vai depender do momento. São
sentimentos verdadeiros, não necessariamente coerentes
(SIMONETTIimonetti, 2004). É a própria expressão da complexidade humana
diante do adoecimento, suas vivências de potência e impotência. Em suma, é a
invenção de si diante do desafio da vida.
Simonetti (2004) avisa para o cuidado de não idealizar o processo de
enfrentamento. De acordo com o autor, trata-se de um momento de luta e luto,
expressão de diversos sentimentos, incluído tristeza e raiva. Não se deve
confundir com um estado de iluminação, contentamento e paz de espírito.
maneira mais realista, superou fantasias de potência e impotência
(SIMONETTIimonetti, 2004). Estes sentimentos coexistem, porém como dito
anteriormente, de forma realista. O enfrentamento parece agir como um
pêndulo, em que a pessoa assimila os sentimentos do luto, das perdas, da
revolta e age variando as posições conforme ajustamento do senso de
realidade.
Simonetti (2004) afirma que o enfrentamento é uma mistura e
alternância entre luto e a luta.
Luta é tudo que uma pessoa faz diante de um limite tentando modificá-lo, e o luto é
tudo aquilo que uma pessoa faz diante de uma perda objetal, tentando suportá-la. Essa
polaridade luta-luto não é específica da doença, sendo uma estratégia humana para
lidar com mudanças (SIMONETTIimonetti, 2004, p.61).
O padrão típico do enfrentamento é basear-se na solução realista. A questão
de cada sujeito é identificar o que é de fato, um dado realista. A solução
depende da compreensão pessoal do doente, do que é possível modificar e o
que não é. Nesse sentido, a percepção do que é possível modificar evidência
uma potência real do enfermo, e o que é impossível modificar trata-se de um
ponto de impotência real (SIMONETTIimonetti, 2004, p.62).
A posição realista comporta uma gama de sutilezas, desde o conhecimentos
das possibilidades da medicina, à qual o paciente recebe informações; à
própria percepção individual dos limites da vida. Isto é, a pessoa possui uma
subjetividade que interpreta o mundo real. Ainda referente ao padrão do
enfrentamento, o mais provável é a capacidade de questionar-se sobre qual é o
melhor momento para agir nos meandros da luta e do luto.
Na posição enfrentamento a pessoa, mesmo estando doente, é potente porque nada
está sendo negado. Quando não nego nada em mim mesmo, nem a existência de
minhas fraquezas, quando posso ser eu mesmo com meus defeitos e qualidades,
quando posso agir a partir de meus sentimentos é, enfim, quando sou mais forte, mais
seguro e potente. Quando uma pessoa não tem nada a esconder de si mesmo, ou dos
outros, sente-se livre e forte (SimonettIMONETTIi, 2004, p.63).
De acordo com Simonetti (2004), o enfrentamento é uma posição ampla,
abrange a aceitação de dados positivos e negativos de sua doença. Também
não a aceita passivamente e prematuramente, como ocorre na posição de
depressão. Então, não mais se questiona sobre causas e prováveis
sentimentos de culpa pela doença ou má sorte. A força da pessoa está
direcionada em o que fazer com sua vida mesmo estando enfermo.
Rowland (1990 apud KOVÁCSovács, 1996) afirma que o enfrentamento
envolve as funções de:
a) lidar com o problema, modificar ou melhorar as condições do mesmo;
b) alterar o significado da experiência a fim de eliminar seu caráter
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C)regular o desespero emocional que a doença causa.
Temoshok (1992 apud Kovács, 1996) descreve quatro modos de
enfrentamento:
a) Espírito de luta, que consiste em busca de tratamento, participação ativa do
mesmo com questionamentos possibilitando até a recusa do que considera não
conveniente para si;
b) Estoicismo, caracterizado pela resignação e conformismo com a total
aderência ao tratamento;
c)Negação, caracterizado pela fuga do contato com a doença “como se nada
tivesse acontecendo”
d) Desespero e desesperança, no qual a pessoa vive estes sentimentos de
forma profunda levando à desistência.
No caso dos pacientes terminais, o enfrentamento apresenta-se distinto,
aparenta um estado de contemplamento, aceitação e uma tranqüilidade em
relação ao seu fim. (Simonetti, 2004). É um momento de “descatexia dos
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