Fases do Luto: Barganha

O terceiro estágio é marcado pela barganha, comportamentos
“compensatórios” de agir corretamente, ser bom, cuidar da saúde para evitar a
morte. Está ligada ao sentimento de culpa em relação à a doença, por não ter
levado uma vida saudável, por ter procurado ajuda médica antes, por não ter
se prevenido, etc. (KUBLER-ROSS, 2008)

Em geral, esse estágio é curto, porém muito útil aos pacientes (SANTOS E
SEBASTINANI in CAMON (org), 2003; Kübler-Ross, 2008). Nele, o doente estabelece relações de negociação entre a doença e a vida, é comum fazer promessas a Deus em troca de saúde ou maior tempo
de vida.

Se, no primeiro estágio, não conseguimos enfrentar os tristes acontecimentos e nos
revoltamos contra Deus e as pessoas, talvez possamos ser bem-sucedidos nna
segunda fase, entrando em algum acordo que adie o desfecho inevitável: “se Deus
decidiu levar-me deste mundo e não atendeu a meus apelos de ira, talvez seja mais
condescendente se eu apelar para a calma.” (KUBLER-ROSSubler-Ross, 2008. P. 87).

“A barganha é uma tentativa de adiamento, tem que incluir um “premio”
oferecido, digamos, por bom comportamento”. Nesta fase, os pacientes podem
associar as promessas a um sentimento de culpa para sentirem-se aliviados
deste sentimento. Muitos pacientes podem procurar tratamentos alternativos,
alimentação natural, curas espirituais. (Santos e Sebastiani in Camon(org) SANTOS E SEBASTIANI in CAMON, 2003)

BECKER, Ernest. A Negação da Morte: Uma abordagem psicológica sobre a
finitude Humana. 4ª Edição. Editora Record: Rio de Janeiro, 2010.
CARVALHO, M. V. B.; MERIGHI, M. A. B. O Cuidar no Processo de Morrer na
Percepção de Mulheres com Câncer: uma Atitude Fenomenológica. Revista
Latino-Americana de Enfermagem. Nov.-Dez. Vol. 13. N° 6. 2005 (p.951-959).
Cassorla, R. S. (2002). Reflexões sobre a Psicanálise e Morte. In: KOVÁCS, M.
J., Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.
CERVO, Amado Luiz & BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica: para
uso dos estudantes universitários. 2ª. Ed. São Paulo, Mcgraw-Hill do Brasil,1978.
Chiattone, H. B. C. A criança e a Morte. In: Camon, V. A A. org.(2003) E a
Psicologia Entrou no Hospital... São Paulo: Pioneira Tompson Learning.
CHIATTONE, H. B. de C. A significação da Psicologia no Contexto Hospitalar.
IN: Angerami-Cammon, V.(Org.) Psicologia da Saúde: Um Novo Significado
Para a Prática Clínica. Ed. Pioneira Thompson Learning. São Paulo. 2000.
GUTIERREZ, Pilar L.. O que é o paciente terminal?. Rev. Assoc. Med. Bras.
[online]. 2001, vol.47, n.2, pp. 92-92. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
42302001000200010
KARSH, U. M. Idosos Dependentes: Famílias e Cuidadores. Caderno de Saúde
Pública. Rio de Janeiro, Mai-jun, 2003.
Kovács, M. J. (2002). Atitudes diante da Morte - Visão histórica, Social e
Cultural. In: M. J. Kovács, Medo da Morte. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Kovács, M. J. (2002). Medo da Morte. In: M. J. Kovács, Morte e
Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Kovács, M. J. (2002). Morte, Separação, perdas, o Processo de Luto. In: M. J.
Kovács, Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Kovács, M. J. (2002). Pacientes terminais e a questão da morte In: M. J.
Kovács, Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Kovács, M. J. (2002). Representações de Morte. In: M. J. Kovács, Morte e
Desenvolvimento Humano. São Paulo: Casa do Psicólogo.
KÓVACS, M.J. Educação para a Morte: temas e reflexões. São Paulo: Casa do
Psicólogo / Fapesp. (2003).
LAURENTI, R. JORGE, M. H. P. M.; GOTLIEB, S. L. D. A Confiabilidade dos
Dados de Mortalidade e Morbidade por Doenças Crônicas Não-Transmissíveis.
Ciência e Saúde Coletiva. Vol.9. N° 4. 2004.
MARTINS, M. R. I.; CESARINO, C.B. Qualidade de Vida de pessoas com
Doença Renal Crônica em Tratamento Hemodialítico. Revista Latino America
de Enfermagem. Set- Out.Vol 13. N°5. 2005
MARTNS,I. S. at all. Doenças cardiovasculares aertocleróticas, dislipidemias,
hipertensão, obesidade e diabetes melito em população da área metropolitana
da região sudeste do Brasil. I- Metodologia da pesquisa. Revista de Saúde
Pública, Vol 27. N. 4. 1993.
MELO, A.G.C e CAMPONERO, R. Cuidados Paliativos- Abordagem Contínua e
Integral. IN: SANTOS, F.S. Cuidados Paliativos: discutindo a vida a morte e o
morrer . São Paulo. Ed. ATheneu. 2009
MENEZES, R. A. Um Modelo para Morrer: última etapa na construção social
contemporânea na pessoa? Campos 3, 2003.
MORITZ, R. D., at all. 1° Fórum do Grupo de Estudos do Fim da Vida do Cone
Sul: Proposta para atendimento do paciente portador de doença terminal
internado em UTI. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Porto Alegre. 2009.
OLIVEIRA, S. N.; BIANECK, D. V. Sida e Morte: Algumas Reflexões a Partir da
Psicanálise. Revista AdVerbum. Vol. 3. N° 2. Ago- Dez. 2008.
PEREIRA, A. M. V. B.; SCHINEIDER, R. H.; SCHWANKE, C. H. A. Geriatria,
uma Especialidade centenária. Scientia Médica. Porto Alegre. V. 19. N. 4
Out/Nov. 2009.
Perez, G. H. A Unidade de Emergência. In: Romano, B. W. Manual de
Psicologia Clínica para Hospitais. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2008.
Pessini, L. Distanásia. Até quando investir sem agradir?. In: Camon, V. A A.
org.(2002) A Ética na Saúde. São Paulo: Pioneira Tompson Learning.
PIVA, J. P.;CARVALHO, P. R. A. Considerações éticas nos cuidados médicos
do paciente terminal. Revista Bioética. Vol 1. N°2. 1993.
SHRUAMM, F. R. Morte e Finitude em Nossa Sociedade: implicações no
ensino dos cuidados paliativos. Revista Brasileira de Cancerologia. 2002.
Simonetti, A. Manual de Psicologia Hospitalar: o mapa da doença. São Paulo:
Casa do Psicólogo. 2004.
Torres, A. O Paciente em Estado Crítico. In: Romano, B. W. Manual de
Psicologia Clínica para Hospitais. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2008.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fases do Paciente Terminal

Fases do Luto : Negação e isolamento